Fase 1 · Pré-operatório

Cuidados pré-operatórios

Avaliação rigorosa para minimizar riscos, otimizar o paciente e definir o melhor prognóstico cirúrgico.

Avaliação pré-operatória

Clínica e preparo

Avaliação rigorosa para minimizar riscos e complicações durante o procedimento.

Conhecimento técnico

Compreender a etiopatologia e esquematizar cuidados específicos para cada caso.

Otimização

Ajuste de condutas intra-operatórias para garantir uma recuperação sem sequelas.

Determinação do risco cirúrgico

Baixo · Excelente

Pouco efeito sistêmico, alta chance de recuperação total e alta probabilidade de sucesso.

Moderado · Reservado

Problemas sistêmicos mais sérios, complicações moderadas e possíveis sequelas pós-op.

Alto · Mau

Alto risco de complicações graves, alterações permanentes e pode não haver benefício real.

Influência da idade

Filhotes

Desidratação facilitada · risco de hipotermia · menor expansão torácica · imaturidade imunológica.

Idosos

Doenças degenerativas · sistema imune fragilizado · maior risco de infecções · cicatrização lenta.

Pacientes em extremos de idade exigem protocolos anestésicos e monitoramento diferenciados.

Status imunológico e nutricional

Imunodepressão

Câncer, infecções graves, parasitoses, corticoides e quimioterapia → infecções pós-op, cicatrização lenta e instabilidade hemodinâmica.

Estado nutricional

Desnutrição aumenta infecções e prejudica cicatrização. Obesidade eleva risco anestésico, tromboembolismo e cicatrização lenta.

Avaliação clínica e exame físico

Anamnese

Queixa, vacinação, dieta, doenças crônicas, alergias, cirurgias prévias e medicações em uso.

Exame físico

Estado geral, hidratação, TR, mucosas, ausculta cardiopulmonar, palpação abdominal e linfonodos.

Prioridade: estabilização imediata em pacientes graves (politrauma).

Exames complementares

Adultos (ASA 1)

Hemograma, bioquímica (TGP, FA, ureia, creatinina), proteínas totais, urinálise, coagulograma se necessário.

Idosos / cardiopatas

ECG, ecocardiograma e RX de tórax.

Avançado

Tipagem sanguínea, parasitológico, citologia, microbiologia, USG e TC.

Classificação ASA

ASA 1Paciente saudável, sem doenças sistêmicas.
ASA 2Doença sistêmica leve, sem limitações funcionais.
ASA 3Doença sistêmica moderada a grave.
ASA 4Doença sistêmica grave com risco constante à vida.
ASA 5Estado crítico; sobrevivência não esperada sem a cirurgia.

Avaliação por sistemas

Respiratório

Fatores: idade, obesidade, doença pulmonar. Riscos: broncoespasmo. Exames: RX tórax, gasometria.

Cardiovascular

Sinais: intolerância ao exercício, edema. Riscos: taquicardia e depressão anestésica. Exames: ECG, eco, RX.

Renal

Sinais: disúria, hematúria, edema. Monitorar volume urinário, ureia e creatinina. Alta mortalidade em IRA.

Hepático

Metabolismo de fármacos. Sinais: ascite, icterícia. Risco de hemorragias em doenças crônicas.

Quando NÃO operar

  • Hematócrito < 25% ou plaquetas < 100.000
  • Leucócitos < 2.000 ou uremia grave (IRA)
  • Cardiopatias ou pneumopatias agudas
  • Hepatopatias agudas e instabilidade
  • Ausência de benefício cirúrgico real