Ovário em posição anormal (ex: ovário abdominal em vaca).
Ovário fora da posição habitual junto ao corno uterino. Pode dificultar diagnóstico por palpação retal. Geralmente sem prejuízo reprodutivo significativo.
Patologias ovarianas, da tuba uterina, uterinas, vaginais/vulvares e infecciosas
Ovário em posição anormal (ex: ovário abdominal em vaca).
Ovário fora da posição habitual junto ao corno uterino. Pode dificultar diagnóstico por palpação retal. Geralmente sem prejuízo reprodutivo significativo.
Ausência congênita de um ou ambos os ovários.
Unilateral: pode haver ovulação e gestação. Bilateral: infertilidade definitiva, com hipodesenvolvimento de todo o trato genital. Hereditária — animais afetados não devem reproduzir.
Proliferação benigna desorganizada de tecidos ovarianos normais.
O tecido se forma com elementos normais (células germinativas, vasos, conjuntivo) mas em arranjo desorganizado. Não é neoplasia verdadeira; geralmente não metastatiza.
Persistência anormal de vasos sanguíneos embrionários no ovário.
Vasos tortuosos e dilatados que deveriam regredir após o nascimento. Geralmente benigna; pode ser confundida com neoplasia em ultrassom.
Desenvolvimento incompleto do ovário.
Unilateral → animal subfértil. Bilateral → esterilidade e hipodesenvolvimento da genitália externa. Origem genética/hereditária.
Ovário formado de maneira anormal — comum em éguas XO.
Mais comum em éguas associada a alterações cromossômicas (cariótipo 63,XO — análogo à Síndrome de Turner). Resulta em ovários fibrosados, útero infantil e infertilidade permanente.
Persistência de tecido ovariano funcional após castração incompleta.
Após ovariossalpingo-histerectomia, fragmento de tecido ovariano permanece e continua a produzir hormônios. A fêmea castrada volta a apresentar sinais de cio.
Sangramento no ovário (após ovulação, trauma ou manipulação).
Sangramento pequeno é reabsorvido. Sangramento grande forma hematoma e pode evoluir para hemoperitônio (sangue livre na cavidade abdominal) — emergência.
Tumor ovariano MAIS COMUM em éguas. Hormonalmente ativo.
Originado das células da granulosa. Produz de forma descontrolada testosterona, estrógeno e inibina. O ovário contralateral atrofia.
Tumor germinativo com tecidos diversos (pelo, osso, dente, cartilagem).
Origem em células germinativas pluripotentes. Geralmente benigno. Pode comprimir estruturas adjacentes.
Tumor benigno cístico, mais comum em cadelas.
Massa ovariana com múltiplas cavidades cheias de líquido. Pode acometer ambos os ovários.
Tumor de origem vascular.
Proliferação benigna dos vasos sanguíneos ovarianos.
Inflamação do ovário, geralmente por infecção ascendente do útero.
Pode ser bacteriana, viral ou sistêmica. Compromete a fertilidade por aderências ou destruição de folículos.
Folículo cresce mas não ovula. Produz estrógeno.
Estrutura de parede fina, conteúdo claro, > 25 mm em vacas, persistindo > 10 dias. Causa ninfomania, anestro ou ciclos irregulares no pós-parto.
Folículo não ovula mas a parede luteiniza. Produz progesterona.
Parede mais espessa que o cisto folicular, com luteinização parcial. Produz progesterona e causa anestro prolongado.
Após ovulação normal, sobra cavidade central com líquido.
Estrutura fisiológica: ocorre após ovulação normal. Tem parede espessa e vascularizada, e produz progesterona normalmente. Não interfere no ciclo nem na gestação.
Originado de restos embrionários (paráforos / epóforos).
Cisto único, esférico, parede fina, com líquido claro. Próximo ao ovário, mas sem afetar a função reprodutiva.
Acúmulo de secreção na rede ovariana.
Múltiplos cistos pequenos com líquido claro. Sem importância clínica significativa.
Cisto na superfície do ovário; em éguas pode obstruir a fossa de ovulação.
Localizado na superfície ovariana. Em éguas, quando aparece na fossa de ovulação, atua como barreira mecânica e impede a ovulação.
Envolve tuba uterina e ovário; associado a inflamação crônica.
Cisto de maior tamanho, parede espessa ou com septos. Frequentemente secundário a salpingite e aderências. Causa infertilidade e dor.
Folículo que degenerou sem completar o desenvolvimento.
Pequeno, parede espessa, conteúdo heterogêneo. Sem relevância clínica significativa.
Inflamação da tuba uterina.
Inflamação que destrói o epitélio ciliado, comprometendo o transporte de gametas e embriões. A forma crônica leva a infertilidade permanente.
Acúmulo de líquido seroso (hidro) ou pus (pio) na tuba.
Hidrossalpinge: líquido seroso por obstrução ou inflamação prévia. Piossalpinge: pus, geralmente secundário a infecção uterina ascendente.
Ausência congênita de parte da tuba.
Pode ser hereditária. Em bovinos, associada ao freemartinismo (alterações do desenvolvimento sexual em fêmeas gêmeas de macho).
Acúmulo de oócitos degenerados obstrui a tuba.
Oócitos não fecundados acumulam e bloqueiam a tuba, impedindo a fecundação. Tratamento: aplicação de misoprostol próximo à junção útero-tubárica para desobstruir mecanicamente.
Tecido cicatricial em excesso na tuba.
Sequela de inflamações crônicas. Reduz a luz e a motilidade tubária, causando infertilidade.
Ausência ou desenvolvimento incompleto do útero.
Aplasia segmentar: ausência congênita de parte do útero. Hipoplasia: endométrio e miométrio reduzidos, levando a infertilidade.
Malformações congênitas da arquitetura uterina.
Didelfo: dois úteros independentes, com duas cérvices. Septado: divisão parcial ou total da cavidade por septo. Unicorno: apenas um corno desenvolvido. Reduzem a capacidade gestacional.
Emergência obstétrica em vacas gestantes.
Rotação do útero gravídico sobre seu eixo longitudinal. Predisponentes: movimentação fetal, relaxamento ligamentar e peso uterino aumentado. Compromete circulação e progressão do parto.
Inflamação restrita ao endométrio.
Em éguas, a endometrite pós-cobertura persistente é causa comum de infertilidade (falha na eliminação de fluidos). Em vacas, pode ser clínica (descarga purulenta) ou subclínica — ambas reduzem taxas de concepção.
Inflamação que atinge o miométrio. Quadro grave pós-parto.
Inflamação profunda, frequente após distocia ou retenção de placenta. Pode evoluir com toxemia, sepse e morte.
Acúmulo de pus no útero. Comum em cadelas sob ação da progesterona (CHE-Piometra).
Complexo Hiperplasia Endometrial Cística-Piometra. A progesterona reduz as defesas uterinas e estimula secreção glandular, criando ambiente para infecção (E. coli é a mais comum).
Acúmulo de muco no lúmen uterino.
Geralmente associado a obstruções (estenose cervical) ou hiperplasia endometrial crônica.
Acúmulo de líquido seroso no útero.
Frequentemente secundário a anomalias congênitas ou obstruções segmentares.
Acúmulo de sangue no útero.
Pode ocorrer após traumas, distocias severas ou distúrbios de coagulação.
Hímen não se rompe adequadamente.
Pode dificultar a cópula ou o parto. Diagnóstico clínico; tratamento cirúrgico quando necessário.
Lesão obstétrica em parto distócico.
Classificada em graus; o Grau 3 estabelece comunicação completa entre reto e vagina, exigindo reconstrução cirúrgica complexa em duas etapas.
Veias dilatadas com sangramentos intermitentes.
Comum no estro ou no final da gestação por aumento da pressão vascular. Sangramentos costumam ser autolimitados.
Vulva inclinada, predispondo à pneumovagina e urovagina.
Comum em éguas idosas ou magras. Permite entrada de ar e urina na vagina, favorecendo infecções ascendentes e endometrites crônicas.
Substituição do epitélio colunar por escamoso na zona de transformação.
Defesa fisiológica reversível, comum na junção escamocolunar do colo uterino.
Glândulas endometriais ectópicas no miométrio.
Lesão benigna que pode causar aumento uterino e dor. Frequente em fêmeas idosas e multíparas.
Resposta adaptativa a estímulos crônicos ou irritativos.
Substituição do epitélio escamoso maduro por colunar mucinoso (intestinal ou tubário) após irritação crônica.
Neoplasia contagiosa em cães, transmitida durante a cópula.
Tumor de células redondas transmitido por transferência direta de células neoplásicas durante a cópula ou contato com mucosas. Aspecto de 'couve-flor', sangra facilmente. Localiza-se nos genitais externos.
Causa abortamento, infertilidade e retenção de placenta.
Zoonose. Em fêmeas: aborto no terço final da gestação, retenção de placenta, endometrite, queda das taxas de concepção.
Associados a ooforite, endometrite e falhas reprodutivas.
BoHV-1 causa Vulvovaginite Pustular Infecciosa (IPV) e abortos. BVD provoca infertilidade, abortos, mumificações e nascimento de bezerros persistentemente infectados (PI).
Aborto, natimortos e queda na produção.
Causada por Leptospira spp. (sorovar Hardjo em bovinos). Provoca aborto no terço final, natimortos, bezerros fracos e infertilidade. Zoonose importante.
Infertilidade temporária e morte embrionária precoce.
Causada por Campylobacter fetus venerealis. Transmitida pela cópula. Causa infertilidade, repetição de cios e perdas embrionárias. Touros são portadores assintomáticos.
Aborto precoce, piometra e infertilidade em bovinos.
Causada pelo protozoário Tritrichomonas foetus. Transmissão venérea. Causa morte embrionária precoce, piometra e infertilidade. Touros são portadores assintomáticos vitalícios.